02 Frotas

A frota eletrificou. A apólice ficou em 2019.

O risco novo de uma frota elétrica não está na estrada — está no carregamento, na imobilização e nas fronteiras contratuais que ninguém desenhou. É aí que trabalhamos.

2.1 O problema

Quatro riscos que a apólice de frota clássica não conhece

A

Carregamento em casa dos colaboradores

É cómodo, é barato, e instala-se sozinho em qualquer frota com viaturas atribuídas. Um incêndio nesse cenário cai num triângulo — multirriscos do colaborador, seguro da frota, RC da empresa — que nenhuma das três apólices desenhou. É, na nossa leitura, o risco pior tratado da eletrificação de frotas.

B

Imobilização prolongada

Componentes de tração e baterias têm prazos de fornecimento menos previsíveis do que a mecânica convencional. A apólice-tipo indemniza o dano; numa operação, o dano é o tempo. Sem cobertura de paralisação ou substituição garantida, a diferença sai da margem.

C

Regime de condutores desalinhado

Regime declarado de condutor identificado, prática real de chaves no quadro. O desalinhamento não custa nada — até ao sinistro com um condutor que a seguradora não conhece.

D

Postos públicos e termos de operadores

Danos ao veículo durante carregamento num posto de terceiro caem entre a apólice da frota e os termos do operador (CPO/EMSP) — que alocam responsabilidade de forma muito variável e que quase nenhum gestor de frota leu.

2.2 O programa

O que um programa de frota eletrificada tem de tratar

  • Política escrita de carregamento doméstico — quem pode, com que equipamento, comunicado a que seguradoras — e a extensão de RC empresarial correspondente, com parecer escrito.
  • Condições diferenciadas por motorização numa frota mista: assistência com reboque de plataforma, capitais e franquias revistos para a parte elétrica.
  • Cobertura de paralisação ou substituição com prazo e tipologia definidos — e elétrica, se a operação depender de custos de energia ou de zonas de emissões reduzidas.
  • Regime de condutores alinhado com a prática real, revisto anualmente com a gestão da frota, não copiado da apólice anterior.
  • Mapa de fronteiras contratuais: termos dos operadores de carregamento cruzados com a apólice, wallboxes em comodato identificadas, responsabilidades escritas.
  • Sinistralidade lida ao detalhe — a eletrificação muda o perfil de sinistros; o programa deve mudar com ela, não um ciclo de renovação depois.

Comece pelo levantamento, não pela cotação

O Raio-X tem um módulo de frota: cinco perguntas que mapeiam onde estão os buracos do seu programa atual.

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